19 maio 2026

Alema concede a Fufuca Dantas medalha proposta por Andreia Rezende


A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, nesta segunda-feira (18), no Plenário Nagib Haickel, sessão solene para a entrega da Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman ao ex-deputado estadual e ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Francisco Dantas Ribeiro Filho, o Fufuca Dantas. A homenagem foi proposta pela deputada estadual Andreia Rezende, por meio do Projeto de Resolução Legislativa nº 008/2026.

Durante a solenidade, a deputada destacou a trajetória política e humana do homenageado, ressaltando sua proximidade com a população e os anos dedicados à vida pública.

“Fufuca Dantas representa aquela geração de homens públicos que não fizeram da política um instrumento de poder pessoal, mas uma missão de vida. Um homem que nunca se afastou de suas origens, que conhece o povo pelo nome e sempre colocou o coração em tudo o que fez. É uma honra poder homenageá-lo nesta Casa”, afirmou Andreia Rezende.

Prestigiada por autoridades e lideranças políticas, a solenidade reuniu ex-deputados estaduais, prefeitos, secretários municipais de Alto Alegre do Pindaré, além de familiares e convidados. Entre os presentes estavam o deputado federal André Fufuca e o ex-deputado Estenio Rezende, que realizou a entrega da medalha ao homenageado.

Durante a cerimônia, um vídeo exibido no plenário relembrou momentos da trajetória política e pessoal de Fufuca Dantas, emocionando autoridades, amigos e familiares presentes.

Emocionado, o homenageado agradeceu o reconhecimento concedido pela Assembleia Legislativa.

“Recebo essa homenagem muito feliz. É uma honra muito grande passar por esta Casa e ser agraciado com essa medalha. Mesmo afastado da política atualmente, a gente já militou muito, trabalhou muito, e hoje o coração está cheio de alegria”, declarou.

O deputado federal André Fufuca também falou sobre a emoção de ver o pai homenageado pela Assembleia.

“É um motivo de grande alegria e orgulho para toda a nossa família. Meu pai foi o pioneiro, começou essa trajetória quando ninguém acreditava. Hoje, aos 70 anos, recebe essa homenagem pelos anos dedicados à política, ao serviço público e à boa gestão”, destacou.

18 maio 2026

“Balão de ensaio para chantagear o Governo”, diz Yglésio sobre pré-candidatura de Duarte ao Senado


Em entrevista ao UQ Podcast, apresentado pelo jornalista Jeisael Marx, o deputado estadual Yglésio Moyses (PRD) classificou como balão de ensaio a pré-candidatura ao Senado do deputado federal Duarte Júnior.

Na avaliação do médico, o ex-presidente do Procon/Viva busca, tão somente, chantagear o governo Carlos Brandão (sem partido) para que o mesmo amplie a ajuda para que ele possa obter êxito na reeleição.

Para Yglésio, no partido Avante, Duarte não conseguiu formar nominata que lhe garanta renovar o mandato e, por este motivo, agora, busca através do projeto senatorial forçar o governador a lhe direcionar mais votos.

“Está querendo colocar o nome para embolar o jogo [disputa para o Senado]. Vai me surpreender positivamente se ele for até o final”, disse.

“Mais não parece. O movimento é muito tardio, extemporâneo e não tem organicidade”, completou.

SEMAS de Ribamar alerta para o engajamento de toda a sociedade no combate ao abuso infantil

Na manhã desta segunda-feira (18), o programa Diário Mais 99,9 recebeu a secretária municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda (SEMAS), Gilvana Duailibe, para uma entrevista especial alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Na ocasião, estiveram presentes os conselheiros tutelares Paulo Henrique Silva dos Santos e Erismar Chagas Lima da Silva, e Juliana Rodrigues Cordeiro, psicóloga do CREAS.

Durante a conversa, Gilvana destacou a importância da data, instituída pela Lei Federal 9.970/2000 em memória ao trágico "Caso Araceli", ocorrido em 1973 no Espírito Santo, quando uma menina de apenas 8 anos foi sequestrada, violentada e assassinada. O crime, que ficou impune por anos, tornou-se símbolo da luta pela proteção da infância no país. A secretária explicou que a campanha nacional "Faça Bonito" — representada pelo símbolo da flor catavento e pelo mês laranja — tem como objetivo principal quebrar o pacto do silêncio que muitas vezes cerca os casos de violência doméstica e institucional.

"Não adianta apenas o poder público agir. A denúncia precisa partir da vizinha, do professor, do familiar. Criança não mente sobre violência sexual. O silêncio é a principal arma do agressor", enfatizou Gilvana.

Erismar Chagas destacou a importância da atuação do conselheiro tutelar no processo de apoio à criança e ao adolescente quando sofrem algum tipo de violência. "O trabalho do conselheiro tutelar serve de ponte entre a comunidade e a secretaria para que se pensem soluções ou políticas de prevenção contra a violência contra crianças e adolescentes", afirmou.

Segundo dados do Disque 100, os números de denúncias crescem anualmente, mas ainda há subnotificação. A secretária reforçou os canais oficiais para acionar as autoridades: o próprio Disque 100 (funciona 24h, ligação gratuita), o Conselho Tutelar do município e, em casos de emergência ou flagrante, o 190 da Polícia Militar.

"É preciso que as crianças sejam ensinadas desde o início a não permitir que sejam tocadas sem consentimento, mesmo que sejam os próprios pais. Isso é de extrema importância, pois desse modo elas aprendem que o seu corpo é inviolável", destacou Juliana Rodrigues.

Gilvana Duailibe também anunciou que a SEMAS promoverá, ao longo de maio, rodas de conversa em escolas e unidades de acolhimento, além de distribuição de material informativo nos bairros com maior vulnerabilidade social. "Proteger a infância é responsabilidade de todos. Não se cale. Faça bonito", concluiu.

Como denunciar?

Denúncias de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou pelo Conselho Tutelar mais próximo. Em caso de perigo iminente, ligue 190.

15 maio 2026

Contrato da LF Editora em Paço do Lumiar expõe possível sobrepreço em kits escolares


Um contrato milionário firmado pela Prefeitura de Paço do Lumiar com a empresa L F Editora e Distribuidora de Livros Ltda passou a levantar fortes questionamentos indicam valores considerados elevados para kits e materiais didáticos adquiridos com recursos da educação municipal.

O contrato ultrapassa a marca de R$ 3 milhões e tem como objeto o fornecimento de material didático complementar para estudantes da rede pública. No entanto, trechos do próprio anexo contratual revelam kits e coleções pedagógicas sendo adquiridos por valores próximos de R$ 370 por unidade, cifra que destoa de preços encontrados no mercado editorial para materiais semelhantes. Em tabelas públicas de editoras educacionais, coleções equivalentes aparecem variando entre R$ 208 e R$ 250 diferença que pode ultrapassar uma porcentagem significativa dependendo da composição do material analisado.

A discrepância ganha ainda mais relevância diante do volume da contratação. Em compras públicas de larga escala, a tendência natural é a redução do valor unitário devido ao ganho de volume. Em Paço do Lumiar, porém, os números encontrados nos documentos oficiais caminham na direção oposta e passaram a alimentar dúvidas sobre a razoabilidade dos preços praticados pela empresa.

Propriedade de Luiz Felipe Aranha Pinheiro. a LF Editora não aparece isoladamente em Paço do Lumiar. O levantamento mostra que a empresa acumula contratos milionários em diversos municípios maranhenses, quase sempre ligados ao fornecimento de livros, coleções pedagógicas e kits educacionais financiados com recursos públicos da educação básica. Buriti, Lago da Pedra, São João Batista, Carolina entre outros, estão entre as cidades onde a empresa também firmou contratos de alto valor nos últimos anos.

Outro ponto que chama atenção é a forma como os contratos são descritos. Em vários documentos analisados, os objetos aparecem de maneira genérica, utilizando expressões amplas como “material complementar”, “coleção interdisciplinar” e “kit pedagógico”, sem detalhamento claro sobre ISBN dos livros, composição exata do material ou critérios técnicos que justifiquem os preços pagos pelos municípios.

Livros comprados com dinheiro público começam a custar muito acima do padrão encontrado no mercado, deixa de ser apenas pedagógica e passa a ser também financeira.

Além disso a ausência de transparência detalhada dificulta o aprofundamento da apuração de controle social. Também não fica evidente, em parte dos contratos analisados, se houve ampla competitividade nas licitações ou se os municípios aderiram a atas de registro de preços já existentes — prática conhecida como “carona”, frequentemente que inviabiliza a concorrência.

Os documentos levantados mostram ainda que a empresa se consolidou rapidamente no mercado de fornecimento educacional para prefeituras maranhenses, mas também existe outras empresas ligado ao mesmo grupo que vem faturando cifras.

Embora ainda não exista uma atuação apontando irregularidade formal nos contratos, os dados já revelam elementos suficientes para justificar uma apuração aprofundada por parte do Ministério Público e dos órgãos de controle.

Doméstica diz ter perdido 50% da audição após agressões da patroa no MA


A empregada doméstica Samara Regina, agredida pela patroa no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA), relatou nesta quinta-feira (14) ter perdido 50% da audição. Segundo ela, nos últimos dias ela passou a sentir dores, zumbidos e dificuldade para ouvir.

A funcionária, de 19 anos e grávida de cinco meses, sofreu agressões da patroa, após ser acusada de ter roubado um anel.

Nas redes sociais, a jovem contou que, desde o episódio de violência, vinha sentindo fortes dores nos dois ouvidos. Ela também relatou que estava ouvindo muito baixo, mas não imaginava que o problema pudesse ser tão grave.

Samara informou que realizou um exame e que os resultados ainda não são conclusivos. No entanto, segundo uma primeira análise, ela pode ter perdido 50% da audição nos dois ouvidos.

“Como consequência das coisas que aconteceram, eu estava ouvindo muito baixo, mas não achei que era algo tão sério. Comecei a sentir muita dor e um barulho muito alto, e resolvi fazer essa consulta. Não é conclusivo ainda, mas, com base no exame que eu fiz, aparentemente eu perdi 50% da minha audição dos dois lados. Às vezes, não dá para ouvir muito bem, e eu acabo não me ouvindo também. Vamos esperar o resultado do médico para ter certeza. Fiquei um pouco assustada, me desesperei na hora, mas agora estou tentando lidar com isso sem me desesperar”, relatou a jovem.

A defesa da vítima informou que o delegado responsável pelo caso solicitou um exame ao Instituto de Criminalística. Segundo a defesa, a informação divulgada por Samara corresponde apenas a uma avaliação verbal do médico e ainda depende de laudo conclusivo.

A defesa acrescentou ainda que, nesta sexta-feira (15), uma equipe deve comparecer ao IML e à delegacia para acompanhar os desdobramentos do exame de corpo de delito e de um exame complementar que será realizado, com o objetivo de comprovar o percentual da perda auditiva.

Em depoimento à polícia, Samara relatou que foi agredida com puxões de cabelo, tapas, socos e murros. A jovem, que está grávida, disse que tentou proteger a barriga durante toda a violência.

Segundo a vítima, ela havia aceitado o trabalho temporário de um mês para conseguir comprar o enxoval do bebê.

“Começou com puxões de cabelo. Fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam. Eu, graças a Deus, não levei nenhum chute, porque fiquei protegendo minha barriga o tempo todo, mas o restante do corpo ficou todo marcado”, afirmou Samara em entrevista. O motivo das agressões teria sido o suposto desaparecimento de um anel. A vítima contou que, mesmo após mais de uma hora de buscas e depois de o objeto ter sido encontrado dentro de um cesto de roupas sujas na própria residência, a violência continuou.