15 agosto 2026

Aliados veem reeleição como improvável e discutem retirada de Weverton da disputa


Nos bastidores da política maranhense, começa a ganhar força entre aliados do senador Weverton Rocha (PDT) uma avaliação até pouco tempo tratada com cautela: a possibilidade de o pedetista deixar a disputa pela reeleição ao Senado. Não há, até o momento, indicação de uma decisão tomada, mas interlocutores avaliam que uma retirada poderia representar uma alternativa diante de um cenário eleitoral considerado difícil pelo grupo.

Dentro desse debate, pelo menos dois caminhos são colocados à mesa. Uma ala enxerga como possível uma composição com André Fufuca (PP), político com quem Weverton mantém relação de proximidade. Nesse desenho, o senador poderia deslocar sua estrutura política para fortalecer Fufuca e preservar espaços e alianças para o futuro, porém esbarra na relação praticamente siamesa entre Fufuca e Eduardo Braide (PSD).

Outra corrente considera mais estratégico concentrar forças na chapa de Orleans Brandão, com apoio às candidaturas de Roseana Sarney (MDB) e Hilton Gonçalo (Mobiliza), ao Senado. A leitura desse grupo é de que uma composição mais ampla poderia evitar a dispersão de votos entre candidaturas que disputam parcelas semelhantes do eleitorado e, ao mesmo tempo, permitir a Weverton participar de uma articulação política maior.

O problema é que sair da disputa talvez seja tão complicado quanto permanecer nela. Uma candidatura a deputado federal poderia provocar conflito político com Erlanio Xavier(PDT), um dos principais aliados de Weverton e nome diretamente interessado na disputa proporcional. Concorrer a deputado estadual estaria fora das pretensões do senador, enquanto ocupar uma vaga de suplente dificilmente representaria uma alternativa politicamente atraente para quem exerce atualmente um mandato no Senado.

É justamente aí que está o dilema. Mesmo que seus aliados façam contas e discutam alternativas, Weverton precisa encontrar um caminho que preserve seu capital político. Depois de anos ocupando posição central na política maranhense — incluindo a candidatura ao Governo do Estado em 2022 —, simplesmente abandonar a eleição sem uma construção política relevante poderia ser interpretado como perda de protagonismo.

Por outro lado, insistir até o fim em uma disputa que seus próprios aliados eventualmente considerem extremamente difícil também envolve riscos. Uma votação muito abaixo das expectativas poderia produzir um desgaste maior do que uma retirada negociada antecipadamente. Na política, algumas vezes, saber a hora de reorganizar as forças pode ser tão importante quanto decidir entrar em uma eleição.

Por enquanto, Weverton resiste. E há uma razão objetiva para isso: qual seria o destino político imediato de um senador que desistisse da própria reeleição sem ter outra candidatura ou posição equivalente para ocupar?

Essa talvez seja a pergunta que explique boa parte de sua permanência no jogo.

Weverton parece, portanto, diante de uma das decisões mais delicadas de sua trajetória política. De um lado, pode seguir até outubro, apostar na força de sua estrutura e, numa expressão típica dos bastidores, “morrer atirando”. Do outro, pode tentar construir uma saída negociada que preserve alianças e influência para os próximos anos.

A questão já não parece ser apenas se Weverton tem condições de disputar. O verdadeiro desafio é descobrir qual caminho lhe oferece o menor custo político: correr o risco de uma derrota nas urnas ou encontrar, antes delas, uma saída que possa ser apresentada como composição — e não como desistência.

Brandão reage a ações relatadas por Dino e fala em perseguição



O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), manifestou-se nesta sexta-feira (14) após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de ações relacionadas à sua família e ao chamado caso Tech Office. Pelas redes sociais, Brandão classificou as acusações como falsas, denunciou uma perseguição e afirmou que deveria haver impedimento para o julgamento de quem é tratado como adversário.

“Falsas acusações não cabem a quem não tem culpa. Vê-se a reedição do roteiro de um assassinato e muitas outras inverdades sendo propagadas contra mim”, declarou o governador.

Brandão afirmou ainda que a suposta perseguição teria começado em 2024, depois de ele rejeitar o que chamou de “propostas indecorosas”. O governador, entretanto, não detalhou quais teriam sido essas propostas nem identificou os responsáveis por elas.

“Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos, mas devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá”, completou.

A manifestação ocorreu após Dino tornar públicas 123 páginas de processos envolvendo investigações sobre o assassinato do empresário João Bosco, no chamado caso Tech Office, suspeitas relacionadas ao presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Daniel Brandão, e a quebra do sigilo telefônico do senador Weverton Rocha (PDT).

14 agosto 2026

Braide inicia campanha pela área nobre de São Luís, Camarão pela periferia e Orleans pelo interior do MA


Os três principais candidatos ao Governo do Maranhão escolheram cenários distintos para iniciar oficialmente a campanha neste domingo (16). Eduardo Braide (PSD) começará pela área nobre de São Luís, Felipe Camarão (PT) pela Área Itaqui-Bacanga e Orleans Brandão (MDB) pelo interior do estado.

Braide inicia a jornada às 8h. Ao lado de André Fufuca (PP), um dos dois candidatos ao Senado da chapa, o candidato comandará uma carreata com concentração no Retorno do Caolho, onde ficará o comitê central da campanha.

Camarão abrirá a campanha com a “Carreata do 13”, com concentração na Praça da Vila Bacanga, na Avenida dos Portugueses, também às 8h. A escolha reforça a estratégia petista de buscar aproximação com bairros populares e vincular sua candidatura à imagem do presidente Lula.

Já Orleans fará o lançamento oficial em São Mateus do Maranhão, município administrado pelo prefeito e aliado Miltinho. O ato está previsto para ter início às 17h, na Praça do Piqui, seguido de arrastão às 18h.

Após aliança com Hilton, Duarte indica Pastor Porto à suplência ao Senado




O deputado federal Duarte Júnior (Avante) indicou o ex-vice-governador Pastor Porto, de Imperatriz, para ocupar a primeira suplência de Hilton Gonçalo (Mobiliza) na disputa pelo Senado. A escolha ocorre dias depois de o Avante formalizar apoio à candidatura do ex-prefeito de Santa Rita.

O partido oficializou na sexta-feira (7) sua adesão à coligação majoritária “Tempo de Renovação”, encabeçada por Hilton. As decisões eleitorais do Avante no Maranhão estão sendo articuladas pelo deputado federal.

Com a entrada do Avante, a candidatura de Hilton também ganhou reforço na propaganda eleitoral, com a participação da legenda na composição do tempo de rádio e televisão.

13 agosto 2026

Reta final: partidos têm até sábado (15) para registrar candidaturas no MA


O calendário eleitoral não dá trégua. Depois de encerradas as convenções partidárias no último dia 5, os partidos, federações e coligações do Maranhão entram agora na fase decisiva. Até este sábado, 15 de agosto, às 19h, precisam protocolar o registro de candidaturas junto à Justiça Eleitoral. O prazo vale para todos os cargos — governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Depois de protocolado, cada registro passa pelo crivo do TRE-MA, que analisa documentação e condições de elegibilidade dos candidatos. O tribunal tem até 14 de setembro — vinte dias antes do primeiro turno — para julgar todos os pedidos.

Ou seja: nenhuma candidatura ao governo do Maranhão está, tecnicamente, confirmada. Todas dependem do deferimento da Justiça Eleitoral.

Sete nomes na disputa ao governo

Com as convenções encerradas, o Maranhão chega a esta reta final com sete pré-candidatos ao Palácio dos Leões:Orleans Brandão (MDB)
Eduardo Braide (PSD)
Felipe Camarão (PT)
Roberto Rocha (PRTB)
André Luís (Partido Missão)
Reginaldo Lima (PCB)
Saulo Arcangeli (PSTU)

O que vem depois

Encerrado o prazo de registro, o calendário eleitoral segue em ritmo acelerado:16 de agosto — início oficial da campanha e da propaganda eleitoral, nas ruas e na internet
28 de agosto — início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV
14 de setembro — prazo final para o TRE-MA julgar os registros
4 de outubro — primeiro turno
25 de outubro — eventual segundo turno