01 julho 2026

Iracema confirma pré-candidatura a deputada federal




A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), confirmou que será pré-candidata a deputada federal. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30).

“Entendi que chegou o momento de ampliar o meu trabalho. Não para começar uma nova história, mas para continuar a minha mesma missão”, declarou a deputada estadual.

Iracema também ratificou apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão e afirmou que o partido está fortalecido no estado para formar bancadas expressivas nos planos estadual e federal.

“O Maranhão que defendi aqui com cada projeto e cada votação é o mesmo Maranhão que levarei comigo para Brasília, se assim Deus e o povo do Maranhão permitirem”, afirmou a parlamentar.

Braide perde o discurso antipolitico ao firmar aliança com Fufuca




A aproximação entre o pré-candidato a governador Eduardo Braide e o deputado federal André Fufuca é tratada como um movimento de pragmatismo político em artigo publicado, nessa segunda-feira, 29, que analisa os desdobramentos da aliança para a disputa pelo Governo do Maranhão em 2026. O texto sustenta que, diante da necessidade de ampliar sua presença no interior do estado, Braide passou a recorrer justamente ao tipo de articulação política da qual sempre procurou se distanciar em seu discurso, principalmente quando comandou a Prefeitura da capital.

Assinado pelo vereador de São Luís Marlon Botão, o artigo defende que Fufuca tenta oferecer a Braide uma estrutura política consolidada, com influência entre prefeitos, vereadores e lideranças municipais, além da possibilidade de vincular sua imagem a obras e investimentos viabilizados pelo governo federal. Para o parlamentar, a estratégia permitiria a Braide tocar sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões sem assumir um alinhamento político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nova composição deixou antigos aliados em segundo plano. Como exemplo, Marlon cita o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo, que, segundo ele, teve papel importante na trajetória eleitoral de Braide, mas acabou preterido diante da aliança com Fufuca. Na avaliação do vereador, o ex-prefeito passou a priorizar outros acordos.

O artigo sustenta que a aliança desmonta o discurso cultivado por Braide de fazer política sem depender dos grupos tradicionais. Para Marlon, a disputa pelo governo exige capilaridade, articulação nos municípios e apoio de lideranças regionais, fatores que explicariam a mudança de estratégia adotada pelo prefeito.

Ao defender a retomada dos investimentos federais no Maranhão, o vereador afirma que Braide tenta associar sua imagem a obras executadas com recursos da União sem reconhecer o protagonismo do governo Lula. Para Marlon Botão, a aproximação com André Fufuca representa um reposicionamento político motivado pela necessidade de ampliar sua estrutura eleitoral e fortalecer seu projeto para a sucessão estadual.

Lula se reúne com Brandão e Weverton reabrindo o debate sobre palanque duplo no MA




Um encontro em Brasília acaba trazendo de novo o debate sobre o palanque duplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Maranhão. Na terça-feira, 30 de junho, o petista reuniu com o governador Carlos Brandão (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) na capital federal. Na pauta obras do governo federal no Maranhão e as entregas que serão feitas. Mas três políticos se encontrando sempre se fala sobre os cenários possíveis.

Quando o presidente nacional do PT, Edinho Silva, confirmou a petistas maranhenses que o partido não coligaria com o MDB de Orleans Brandão, logo a tese de neutralidade do presidente Lula surgiu. No entanto, essa possibilidade era vista por dinistas como uma vitória para o Palácio dos Leões.

A luta, então, foi para ter candidatura própria e garantir o apoio incondicional do presidente da República. O vice-governador Felipe Camarão teve seu nome confirmado como pré-candidato ao governo, gravou o vídeo/conselho com Lula e depois Edinho Silva veio para anunciar a posição que o PT deveria ter no Maranhão.

Mas, mesmo assim, veio a ideia de palanque duplo do presidente no processo eleitoral maranhense devido a presença do senador Weverton Rocha (PDT) na chapa de Orleans. O pedetista tem o apoio de Lula para sua reeleição. Edinho Silva emitiu nota dizendo que palanque duplo não aconteceria.

Acontece que em Brasília, nesta terça, parece que essa possibilidade de palanque duplo não é tão impossível assim. No encontro com Lula, Weverton e Brandão trataram sobre e sabendo que o presidente não vai dispensar apoio do Palácio dos Leões.

Enquanto isso, Felipe Camarão segue quase que sozinho em sua pré-campanha no interior do Maranhão. Aliados dos como deputado estadual Carlos Lula (PSB), por exemplo, tem percorrido com a agenda de Eduardo Braide (PSD), pré-candidato ao governo. Outro dinista que deveria ser aliado de Felipe, Rodrigo Lago (PSB), também anda afastado. Othelino Neto (PSB), então, nem aparece nas agendas do petista.

Se for confirmado palanque duplo do presidente Lula no Maranhão, Camarão terá grandes dificuldades em sua candidatura ao governo.

30 junho 2026

Pai de prefeito é ventilado para suplência de Lahesio sem filiação ao Novo




O prefeito Fernando Pessoa (PDT) anunciou momentos antes de mais uma partida da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo, na tarde de segunda-feira (29), apoio à pré-candidatura de Lahesio Bonfim (Novo) ao Senado Federal. Horas após, passou a circular que a adesão estaria ligada à indicação do empresário Miguel Pessoa, pai do gestor, para a primeira suplência na chapa. A união esbarra, no entanto, na não filiação do pai do prefeito de Tuntum ao partido.

O Marrapá consultou lideranças do Novo, que confirmaram que Miguel não integra os quadros da sigla. O portal também verificou registros disponíveis no TSE e não localizou filiação partidária do pai de Fernando Pessoa à legenda.

Além da possível suplência para o pai, o prefeito também trabalha para viabilizar a irmã, Bruna Pessoa (MDB), na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Diante da forte nominata emedebista, entretanto, a advogada pode acabar conquistando somente a suplência.

Com informações do Blog Marrapá

Michelle Bolsonaro ameaça abandonar a política e reunião com Valdemar deve definir futuro da ex-primeira-dama na campanha de Flávio




Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto se encontram hoje para tentar uma solução apaziguadora que baixe a temperatura das desavenças entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro.

O clima, entretanto, é ruim. Michelle chegou a dizer ontem a Valdemar, numa conversa telefônica, que não quer mais saber de política, só quer “cuidar da família”. Ou seja, ela está ameaçando desistir de sua candidatura ao Senado no Distrito Federal.

Assim, é igual a zero a chance de Michelle participar na quarta-feira do evento da campanha de Flávio voltado para mulheres. Esse era o desejo de assessores de campanha do Zero Um. Seria uma forma de mostrar que o episódio do vídeo estaria superado.

Na semana passada, Valdemar classificou a briga pública entre madrasta e enteado de “muito grave” e vaticinou:

— Se nós não nos entendermos, vamos perder a eleição e quem vai pagar é o Bolsonaro.

Nos bastidores, integrantes do partido afirmam que um dos principais temas da conversa será justamente a participação de Michelle na reunião organizada por Flávio com lideranças femininas conservadoras. O encontro foi idealizado pelo senador para discutir propostas voltadas ao eleitorado feminino, segmento em que pesquisas apontam maior dificuldade para sua candidatura e no qual aliados consideram a ex-primeira-dama um dos principais ativos do bolsonarismo.

Até agora, porém, não há confirmação de que Michelle participará da agenda. Segundo interlocutores, a decisão depende do resultado da conversa desta terça-feira com Valdemar.

No partido, a avaliação é que o encontro desta terça-feira representa a melhor oportunidade para encerrar o episódio antes do início das convenções partidárias. Caso Michelle aceite participar da reunião organizada por Flávio com mulheres conservadoras, o gesto será interpretado internamente como um sinal de reaproximação e poderá marcar a retomada de sua participação na campanha presidencial do senador. Caso contrário, aliados admitem que a crise tende a permanecer aberta justamente em um dos segmentos considerados mais estratégicos para a eleição de 2026.

O encontro ocorre dias depois de Michelle divulgar um vídeo de 26 minutos em que expôs divergências com Flávio, afirmou ter sido alvo de ataques “coordenados” dos enteados e criticou a condução de decisões políticas do partido, especialmente em relação à disputa por uma vaga ao Senado no Ceará.

A movimentação de Valdemar ocorre depois de o dirigente antecipar o retorno das férias nos Estados Unidos para assumir pessoalmente a condução da crise. No último sábado, durante evento do PL em Goiás, ele fez um discurso em defesa da candidatura presidencial de Flávio e procurou afastar especulações sobre uma eventual troca de candidato.

— Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo presidente Bolsonaro. Bolsonaro sempre fez a melhor escolha. Se escolheu Flávio, era porque era o melhor para o Brasil — afirmou.

Na ocasião, Valdemar evitou comentar diretamente os vídeos divulgados por Michelle e, ao ser questionado por jornalistas, disse que havia sido “proibido” por Jair Bolsonaro de falar sobre o assunto. (O Globo)