18 maio 2026

“Balão de ensaio para chantagear o Governo”, diz Yglésio sobre pré-candidatura de Duarte ao Senado


Em entrevista ao UQ Podcast, apresentado pelo jornalista Jeisael Marx, o deputado estadual Yglésio Moyses (PRD) classificou como balão de ensaio a pré-candidatura ao Senado do deputado federal Duarte Júnior.

Na avaliação do médico, o ex-presidente do Procon/Viva busca, tão somente, chantagear o governo Carlos Brandão (sem partido) para que o mesmo amplie a ajuda para que ele possa obter êxito na reeleição.

Para Yglésio, no partido Avante, Duarte não conseguiu formar nominata que lhe garanta renovar o mandato e, por este motivo, agora, busca através do projeto senatorial forçar o governador a lhe direcionar mais votos.

“Está querendo colocar o nome para embolar o jogo [disputa para o Senado]. Vai me surpreender positivamente se ele for até o final”, disse.

“Mais não parece. O movimento é muito tardio, extemporâneo e não tem organicidade”, completou.

SEMAS de Ribamar alerta para o engajamento de toda a sociedade no combate ao abuso infantil

Na manhã desta segunda-feira (18), o programa Diário Mais 99,9 recebeu a secretária municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda (SEMAS), Gilvana Duailibe, para uma entrevista especial alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Na ocasião, estiveram presentes os conselheiros tutelares Paulo Henrique Silva dos Santos e Erismar Chagas Lima da Silva, e Juliana Rodrigues Cordeiro, psicóloga do CREAS.

Durante a conversa, Gilvana destacou a importância da data, instituída pela Lei Federal 9.970/2000 em memória ao trágico "Caso Araceli", ocorrido em 1973 no Espírito Santo, quando uma menina de apenas 8 anos foi sequestrada, violentada e assassinada. O crime, que ficou impune por anos, tornou-se símbolo da luta pela proteção da infância no país. A secretária explicou que a campanha nacional "Faça Bonito" — representada pelo símbolo da flor catavento e pelo mês laranja — tem como objetivo principal quebrar o pacto do silêncio que muitas vezes cerca os casos de violência doméstica e institucional.

"Não adianta apenas o poder público agir. A denúncia precisa partir da vizinha, do professor, do familiar. Criança não mente sobre violência sexual. O silêncio é a principal arma do agressor", enfatizou Gilvana.

Erismar Chagas destacou a importância da atuação do conselheiro tutelar no processo de apoio à criança e ao adolescente quando sofrem algum tipo de violência. "O trabalho do conselheiro tutelar serve de ponte entre a comunidade e a secretaria para que se pensem soluções ou políticas de prevenção contra a violência contra crianças e adolescentes", afirmou.

Segundo dados do Disque 100, os números de denúncias crescem anualmente, mas ainda há subnotificação. A secretária reforçou os canais oficiais para acionar as autoridades: o próprio Disque 100 (funciona 24h, ligação gratuita), o Conselho Tutelar do município e, em casos de emergência ou flagrante, o 190 da Polícia Militar.

"É preciso que as crianças sejam ensinadas desde o início a não permitir que sejam tocadas sem consentimento, mesmo que sejam os próprios pais. Isso é de extrema importância, pois desse modo elas aprendem que o seu corpo é inviolável", destacou Juliana Rodrigues.

Gilvana Duailibe também anunciou que a SEMAS promoverá, ao longo de maio, rodas de conversa em escolas e unidades de acolhimento, além de distribuição de material informativo nos bairros com maior vulnerabilidade social. "Proteger a infância é responsabilidade de todos. Não se cale. Faça bonito", concluiu.

Como denunciar?

Denúncias de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou pelo Conselho Tutelar mais próximo. Em caso de perigo iminente, ligue 190.

15 maio 2026

Contrato da LF Editora em Paço do Lumiar expõe possível sobrepreço em kits escolares


Um contrato milionário firmado pela Prefeitura de Paço do Lumiar com a empresa L F Editora e Distribuidora de Livros Ltda passou a levantar fortes questionamentos indicam valores considerados elevados para kits e materiais didáticos adquiridos com recursos da educação municipal.

O contrato ultrapassa a marca de R$ 3 milhões e tem como objeto o fornecimento de material didático complementar para estudantes da rede pública. No entanto, trechos do próprio anexo contratual revelam kits e coleções pedagógicas sendo adquiridos por valores próximos de R$ 370 por unidade, cifra que destoa de preços encontrados no mercado editorial para materiais semelhantes. Em tabelas públicas de editoras educacionais, coleções equivalentes aparecem variando entre R$ 208 e R$ 250 diferença que pode ultrapassar uma porcentagem significativa dependendo da composição do material analisado.

A discrepância ganha ainda mais relevância diante do volume da contratação. Em compras públicas de larga escala, a tendência natural é a redução do valor unitário devido ao ganho de volume. Em Paço do Lumiar, porém, os números encontrados nos documentos oficiais caminham na direção oposta e passaram a alimentar dúvidas sobre a razoabilidade dos preços praticados pela empresa.

Propriedade de Luiz Felipe Aranha Pinheiro. a LF Editora não aparece isoladamente em Paço do Lumiar. O levantamento mostra que a empresa acumula contratos milionários em diversos municípios maranhenses, quase sempre ligados ao fornecimento de livros, coleções pedagógicas e kits educacionais financiados com recursos públicos da educação básica. Buriti, Lago da Pedra, São João Batista, Carolina entre outros, estão entre as cidades onde a empresa também firmou contratos de alto valor nos últimos anos.

Outro ponto que chama atenção é a forma como os contratos são descritos. Em vários documentos analisados, os objetos aparecem de maneira genérica, utilizando expressões amplas como “material complementar”, “coleção interdisciplinar” e “kit pedagógico”, sem detalhamento claro sobre ISBN dos livros, composição exata do material ou critérios técnicos que justifiquem os preços pagos pelos municípios.

Livros comprados com dinheiro público começam a custar muito acima do padrão encontrado no mercado, deixa de ser apenas pedagógica e passa a ser também financeira.

Além disso a ausência de transparência detalhada dificulta o aprofundamento da apuração de controle social. Também não fica evidente, em parte dos contratos analisados, se houve ampla competitividade nas licitações ou se os municípios aderiram a atas de registro de preços já existentes — prática conhecida como “carona”, frequentemente que inviabiliza a concorrência.

Os documentos levantados mostram ainda que a empresa se consolidou rapidamente no mercado de fornecimento educacional para prefeituras maranhenses, mas também existe outras empresas ligado ao mesmo grupo que vem faturando cifras.

Embora ainda não exista uma atuação apontando irregularidade formal nos contratos, os dados já revelam elementos suficientes para justificar uma apuração aprofundada por parte do Ministério Público e dos órgãos de controle.

Doméstica diz ter perdido 50% da audição após agressões da patroa no MA


A empregada doméstica Samara Regina, agredida pela patroa no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA), relatou nesta quinta-feira (14) ter perdido 50% da audição. Segundo ela, nos últimos dias ela passou a sentir dores, zumbidos e dificuldade para ouvir.

A funcionária, de 19 anos e grávida de cinco meses, sofreu agressões da patroa, após ser acusada de ter roubado um anel.

Nas redes sociais, a jovem contou que, desde o episódio de violência, vinha sentindo fortes dores nos dois ouvidos. Ela também relatou que estava ouvindo muito baixo, mas não imaginava que o problema pudesse ser tão grave.

Samara informou que realizou um exame e que os resultados ainda não são conclusivos. No entanto, segundo uma primeira análise, ela pode ter perdido 50% da audição nos dois ouvidos.

“Como consequência das coisas que aconteceram, eu estava ouvindo muito baixo, mas não achei que era algo tão sério. Comecei a sentir muita dor e um barulho muito alto, e resolvi fazer essa consulta. Não é conclusivo ainda, mas, com base no exame que eu fiz, aparentemente eu perdi 50% da minha audição dos dois lados. Às vezes, não dá para ouvir muito bem, e eu acabo não me ouvindo também. Vamos esperar o resultado do médico para ter certeza. Fiquei um pouco assustada, me desesperei na hora, mas agora estou tentando lidar com isso sem me desesperar”, relatou a jovem.

A defesa da vítima informou que o delegado responsável pelo caso solicitou um exame ao Instituto de Criminalística. Segundo a defesa, a informação divulgada por Samara corresponde apenas a uma avaliação verbal do médico e ainda depende de laudo conclusivo.

A defesa acrescentou ainda que, nesta sexta-feira (15), uma equipe deve comparecer ao IML e à delegacia para acompanhar os desdobramentos do exame de corpo de delito e de um exame complementar que será realizado, com o objetivo de comprovar o percentual da perda auditiva.

Em depoimento à polícia, Samara relatou que foi agredida com puxões de cabelo, tapas, socos e murros. A jovem, que está grávida, disse que tentou proteger a barriga durante toda a violência.

Segundo a vítima, ela havia aceitado o trabalho temporário de um mês para conseguir comprar o enxoval do bebê.

“Começou com puxões de cabelo. Fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam. Eu, graças a Deus, não levei nenhum chute, porque fiquei protegendo minha barriga o tempo todo, mas o restante do corpo ficou todo marcado”, afirmou Samara em entrevista. O motivo das agressões teria sido o suposto desaparecimento de um anel. A vítima contou que, mesmo após mais de uma hora de buscas e depois de o objeto ter sido encontrado dentro de um cesto de roupas sujas na própria residência, a violência continuou.

14 maio 2026

Investigação é aberta contra presidente da Câmara de São Luís por crime de desobediência à Justiça


O Ministério Público do Maranhão instaurou Notícia de Fato para investigar o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor Melo Duarte (PSB), por suposto crime de desobediência em razão do descumprimento de decisão judicial relacionada ao concurso público regido pelo Edital nº 001/2018 da Casa Legislativa.

A informação foi divulgada em primeira mão pelo site Direito e Ordem.

A investigação foi aberta no âmbito do procedimento SIMP nº 016717-500/2026, após despacho do juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, nos autos do processo nº 0807651-67.2018.8.10.0001.

Na decisão, o magistrado apontou que a sentença anteriormente proferida estaria sendo desobedecida pelo chefe do Legislativo Municipal.

O juiz advertiu, inclusive, que a persistência no descumprimento poderá resultar em responsabilização por ato atentatório à dignidade da Justiça, além da apuração de crime de desobediência e improbidade administrativa.

Segundo o Ministério Público, a suposta irregularidade estaria relacionada à não nomeação de candidatos aprovados no concurso público da Câmara de São Luís, bem como à manutenção de servidores contratados ou comissionados sem concurso público após a Constituição Federal de 1988.

O documento ministerial destaca que Paulo Victor teria mantido “conduta reiterada e persistente” de descumprimento da sentença judicial.

Diante dos fatos, o promotor de Justiça Nacor Paulo Pereira dos Santos determinou a instauração da Notícia de Fato e comunicou imediatamente o caso ao Juízo Criminal para apuração de possível crime de desobediência, tipificado no artigo 330 do Código Penal.

O MP também solicitou à Vara de Interesses Difusos e Coletivos o compartilhamento integral dos autos do processo como prova emprestada para subsidiar as investigações.

Paulo Victor foi notificado para, no prazo de 15 dias úteis, apresentar manifestação defensiva sobre os fatos narrados no procedimento investigatório.