09 abril 2026

‘Conheço o potencial e as necessidades do Maranhão, e sei que poderemos fazer muito mais’, afirma Orleans


Em entrevista ao podcast Nublog, o pré-candidato a governador do Maranhão Orleans Brandão reafirmou que está preparado para a disputa eleitoral, confiante no reconhecimento da população ao trabalho realizado nos últimos três anos, à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas. Ele falou sobre as articulações partidárias, a consolidação do grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão e mais uma vez destacou a satisfação em ter feito parte de um governo que vem transformando a vida dos maranhenses.

“Conheço o Maranhão como a palma da minha mão. Sei do potencial do nosso estado, o quanto já crescemos e onde podemos avançar mais. Temos um PIB de 4,2, quando a média nacional foi de 1,8, o Porto do Itaqui batendo recordes de exportação, com 35 milhões de toneladas movimentadas, um potencial enorme no agronegócio, sei as ações que o Governo do Estado realizou em todos os municípios. Eu andei, conheci as realidades e necessidades de todas as regiões. Estou pronto para falar do futuro”, afirmou Orleans Brandão.

Ao comentar sobre o relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que há diálogo, parceria e confiança no projeto que vem sendo desenvolvido no Maranhão. Orleans reforçou que, acima de qualquer cenário, a aliança com o governo Lula segue firme, com entregas importantes e trabalho contínuo em todo o estado, a exemplo das avenidas Metropolitana e Litorânea, em São Luís.

Sobre o posicionamento eleitoral em São Luís, Orleans Brandão informou que estará nos bairros, nas comunidades da capital maranhense para mostrar o trabalho já realizado e apresentar propostas para o futuro, sempre em diálogo com os vereadores e demais lideranças comunitárias. “Respeitamos os representantes eleitos pela população de São Luís e caminhamos juntos para levar as políticas públicas aos ludovicenses, ouvindo as suas necessidades e buscando as soluções. E aqui já temos grandes obras entregues, além dos programas sociais, como os Restaurantes Populares e o programa Maranhão Livre da Fome.”, ressaltou.

Ao falar sobre as críticas da oposição sobre o fato de ser sobrinho do governador, Orleans disse ter orgulho desse parentesco, destacando as qualidades de Carlos Brandão como gestor humano, sensível e trabalhador. “Aprendi muito trabalhando ao seu lado, mas quero ser reconhecido pelo trabalho que já realizamos, e sei que é por tudo que já fizemos que pontuamos na casa dos 30% em toda pesquisa séria realizada no Maranhão”, disse ele.

Professores paralisam atividades e pressionam Esmênia por diálogo e direitos negligenciados por Braide


A manhã desta quarta-feira (8) foi marcada por um forte movimento de mobilização na porta da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Professores da rede pública municipal, convocados pelo Sindeducação, cruzaram os braços em uma paralisação de advertência para cobrar uma postura diferente da nova administração municipal, agora sob o comando da prefeita Esmênia Miranda.

O estopim para a mobilização de hoje é uma nova orientação da Semed sobre o cumprimento do 1/3 de Hora Atividade. O sindicato exige que a lei seja cumprida integralmente, mas denuncia que a implementação está sendo feita sem o devido debate com os profissionais.

Os professores destacam três pontos críticos:

Estrutura precária: Muitas escolas da rede não possuem salas de professores adequadas, internet ou recursos básicos para que o planejamento pedagógico seja feito dentro da unidade.

Direito à formação: A categoria reforça que esse tempo não é apenas para correção de provas, mas um direito garantido para a formação continuada, cursos e capacitações que impactam diretamente na qualidade do ensino.

Debate democrático: O Sindeducação afirma que qualquer mudança na rotina de trabalho precisa ser discutida com quem está no chão da escola, e não imposta via memorandos.

O protesto acontece em um momento de transição e expectativa. Após seis anos de uma gestão anterior marcada pelo isolamento e pela falta de diálogo com as categorias dos servidores, a chegada de Esmênia — que também é educadora — levanta um questionamento : será que, finalmente, a Prefeitura terá uma postura mais sensível às pautas da educação?

08 abril 2026

Rubens é enquadrado pela Direção Nacional do PT ao defender aliança com Braide


O deputado federal Rubens Júnior terminou enquadrado pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, ao insistir na aliança com Eduardo Braide (PSD) durante reunião da Executiva Nacional nesta terça-feira.

Segundo fontes do Maranhão em Brasília, o parlamentar teria defendido a composição com o ex-prefeito de São Luís, pré-candidato à sucessão no Palácio dos Leões, no encontro que tratou da definição das estratégias para os palanques estaduais.

A reação foi imediata. Edinho criticou os posicionamentos de Braide e rechaçou qualquer aproximação. Na discussão, teria se referido ao pessedista com termos associados à direita, como “fascista”, entre outras expressões.

Na avaliação de quem presenciou o entrevero, o episódio reforçou a inviabilidade de qualquer aliança com Braide e justificou a decisão nacional de priorizar a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), apesar das pressões supremas e do lobby comunossocialista em favor do opositor do governador Carlos Brandão.

Orleans inicia pré-campanha na capital, Braide no interior


Os dois pré-candidatos ao Governo do Maranhão que aparecem na frente das pesquisas, iniciaram a semana se movimentando em sentido exatamente inverso.

O pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, tem realizado eventos na capital maranhense, justamente onde seu principal opositor, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), é muito forte.

Orleans realizou uma reunião no Bairro de Fátima e deve realizar novos encontros na capital, apostando muito na força dos vereadores de São Luís, uma vez que a maioria do parlamento municipal deve apoiar o emedebista nas eleições de 2026.

Já Eduardo Braide vai fazendo o caminho inverso. Com boa popularidade na capital, onde administrou por cinco anos e três meses, o pré-candidato do PSD tem realizado eventos no interior maranhense, onde ainda não é tão conhecido como é em São Luís.

Braide começou inclusive pela segunda maior cidade do Maranhão, Imperatriz, mas deve percorrer nos próximos dias outras cidades da Região Tocantina.

Óbvio que são movimentações iniciais apenas, mas essa pode ser uma tendência a ser adotada pelos dois nomes que despontam, neste momento, na disputa pelo Governo do Maranhão.

Os números da nova pesquisa Meio/Ideia para a Presidência


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40,4% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 37%, segundo pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta-feira, 8. O resultado significa que os dois estão empatados tecnicamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

Os dados são relativos ao cenário estimulado de primeiro turno, mas o empate técnico se repete no segundo turno: Flávio, com 45,8%, ultrapassa numericamente Lula, que tem 45,5%.

O levantamento aponta também para uma disputa estabilizada neste momento. Na rodada anterior, em março, Lula tinha 40,3% e Flávio, 35%, no primeiro turno – ambos oscilaram dentro da margem.

No segundo pelotão, três nomes estão empatados tecnicamente. Ronaldo Caiado (PSD) tem 6,5% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), registraram 3% das intenções de voto cada.

Indecisos são 8,5% e brancos e nulos, 1%. Aldo Rebelo (DC) tem 0,6%.

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026-BRASIL.

Segundo turno

Empate técnico com Flávio à parte, Lula ganha de todos os outros demais candidatos no segundo turno. Ele tem seis pontos percentuais de vantagem contra Caiado (45% a 39%) e contra Zema (44,7% a 38,7%).

A margem sobe para 18,6 pontos contra Renan Santos, a quem Lula venceria por 45% a 26,4%.

Decisão de voto

A Meio/Ideia detectou que os eleitores se tornaram mais indecisos na hora de definir em quem votar. Em janeiro, primeira rodada do levantamento, 64,5% diziam que estavam decididos e 35,5% respondiam que ainda poderiam mudar de voto.

Agora, os decididos caíram para 48,6%, enquanto os que declaram que ainda podem mudar subiram para 51,4%.

Avaliação de governo

A pesquisa também aponta que a avaliação do governo estabilizou, ou seja, variou apenas dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Questionados sobre o conceito que davam para o governo, 10,7% responderam “ótimo” (eram 12% no mês passado); 21,5% escolheram “bom” (eram 22,6%); “regular” foi a escolha de 19% (18,3%); “ruim” registrou 15% (16,3%) e “péssimo”, 31,4% (29%).

O levantamento também perguntou qual é a maior ameaça à democracia brasileira: a mais citada, com 42,5%, foi a concentração de poder no Judiciário, seguida da corrupção na classe política, com 16,5%.

A maior parcela dos entrevistados, 41%, se declararam contra qualquer tipo de anistia, enquanto 32% são favoráveis à medida inclusive para Jair Bolsonaro (PL) e os militares. Outros 21% são a favor da anistia somente para os manifestantes e não os líderes do 8 de Janeiro. Não so