31 março 2026

São Luís terá uma mulher no comando da Prefeitura depois de 30 anos


SÃO LUÍS – Com a renúncia ao mandato anunciada pelo prefeito Eduardo Braide (PSD), que agora passa a ser pré-candidato a governador do Maranhão, São Luís terá depois de exatos 30 anos, uma mulher no comando da máquina administrativa.

Trata-se da então vice-prefeita, Esmênia Miranda (PSD). Professora e policial militar, Esmênia conduzirá os rumos da capital maranhense até o fim do mandato, que se estende a dezembro de 2028.

Conceição Andrade administrou São Luís entre 1993 e 1996

Antes de Esmênia, a última mulher prefeita de São Luís foi Conceição Andrade (PSB). Eleita nas urnas, Andrade exerceu mandato entre janeiro de 1993 a dezembro de 1996.

Gardênia Gonçalves (PSD), outra mulher eleita pelo voto popular, já havia exercido mandato entre os anos de 1986 e 1988.

Desafio com a Câmara de Vereadores

Ao assumir o comando do Palácio La Ravardière, Esmênia Miranda terá como um dos principais desafios, contornar a crise política entre o Executivo e a Câmara Municipal de São Luís, que se arrasta ao longo dos últimos anos.

Durante os 5 anos de mandato o prefeito Eduardo Braide não conseguiu consolidar uma base forte na Câmara, e sofreu inúmeras derrotas para os parlamentares.

A alegação dos vereadores era de que o gestor não dialogava com a Casa. Ele sempre refutou as acusações.

Esmênia precisará agora de habilidade política para escolher o líder de governo no Legislativo e para contornar o descontentamento dos vereadores no atual cenário político, e na mesma medida, administrar a relação com o seu pré-candidato ao governo.

Perfil

Esmênia Miranda nasceu em 18 de julho de 1982, no município de Bacabal. É graduada em Geografia e História pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e mestre em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

A professora ingressou na Polícia Militar do Maranhão em 2007, atuando no Centro de Assistência Psicossocial (CAPS), com foco no atendimento a pessoas com deficiência, especialmente por meio da equoterapia. Em 2011, passou a lecionar História no Colégio Militar Tiradentes I.

Exercer o segundo mandato como vice-prefeita, antes de assumir a Prefeitura.

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O SUMIÇO DE FRED CAMPOS: Prefeito de Paço do Lumiar “desaparece” de solenidade com a presença do Governador


PAÇO DO LUMIAR – O cenário político maranhense pegou fogo nesta semana, e o calor das chamas parece ter afugentado um dos aliados mais vocais do governo estadual. Após as recentes movimentações no Supremo Tribunal Federal (STF) que colocaram em xeque a permanência do governador Carlos Brandão no cargo, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, protagonizou um “sumiço” digno de roteiro de suspense.

A Cadeira Vazia na Hemodiálise

O estopim da polêmica ocorreu durante a inauguração do novo Centro de Hemodiálise da cidade. O evento, que deveria ser um marco de gestão e parceria entre Estado e Município, contou com a presença de Brandão, mas registrou uma ausência ensurdecedora: a do próprio prefeito Fred Campos.

Nos bastidores da Praça da Família, o comentário é um só: Fred teria se “trancado em casa” para evitar a foto ao lado de um governador sob mira judicial. Para quem sempre buscou os holofotes e a proximidade com o poder, o isolamento repentino soou como uma estratégia de sobrevivência — ou, para os críticos, uma traição política em curso.

A “Lista Negra” do Prefeito?

A grande dúvida que paira sobre a política luminense é se Carlos Brandão acaba de entrar para a suposta lista de “aliados descartáveis” de Fred Campos. O histórico do prefeito é marcado por rompimentos e distanciamentos convenientes. No tabuleiro de apostas da cidade, pergunta-se agora se o governador terá o mesmo destino de outros nomes que já estiveram no círculo de Fred, como:

Edilázio Júnior

Nelma Sarney

Rubens Pereira Jr.

Márcio Jerry

Felipe Camarão

“Fred Campos é um mestre na arte de estar no lado vencedor. Se o barco do Brandão balança, ele é o primeiro a pular para a areia seca”, disparou um opositor que preferiu não se identificar.

Silêncio Estratégico ou Medo do Desgaste?

Enquanto a população de Paço do Lumiar aguarda explicações, a assessoria do prefeito mantém o silêncio. A ausência na entrega do Centro de Hemodiálise — uma obra vital para a saúde local — não foi apenas uma quebra de protocolo, foi um sinal político claro de que a lealdade luminense pode ter prazo de validade.

O isolamento de Fred Campos levanta a questão: ele está protegendo sua imagem de uma possível queda do governador ou está apenas esperando para ver quem será o próximo “dono da caneta” no Maranhão?

A política de Paço do Lumiar segue em compasso de espera, mas uma coisa é certa: em terra de incertezas, o esconderijo de Fred Campos diz muito mais do que qualquer discurso de palanque. (Blog O Intocável)

30 março 2026

Brandão diz ao STF que pedido de afastamento tem motivação política


O governador Carlos Brandão apresentou resposta ao Supremo Tribunal Federal contra o pedido de afastamento protocolado pelo PCdoB. A ação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, trata de suposto nepotismo na gestão estadual, citando pessoas que foram há meses afastadas da gestão estadual.

Na manifestação, Brandão afirma que o processo foi motivado pelo rompimento político entre o governo e o partido, e não por fundamentos jurídicos.

“A via processual foi acionada não por genuína questão jurídica, mas sim como prolongamento da disputa político-partidária travada extra autos”, diz trecho da manifestação enviada à Corte. O governador também declarou que “não se revela tolerável que atores político-partidários lancem mão da via judicial para fins alheios à tutela de direitos, transformando o Poder Judiciário em arena de rixa eleitoral”.

O caso tem como pano de fundo o distanciamento entre Brandão e o grupo remanescente do ex-governador Flávio Dino. Na defesa, o governo nega descumprimento de decisões judiciais e sustenta que não houve permanência irregular de servidores afastados.

Mulato assume União Brasil em São José de Ribamar e declara apoio a Braide, gerando críticas e questionamentos

A recente movimentação política de Guilherme “Mulato” em São José de Ribamar tem causado forte repercussão negativa nos bastidores. Após assumir protagonismo no União Brasil no município, Mulato surpreendeu ao declarar apoio ao pré-candidato ao governo Eduardo Braide, posição que contraria o alinhamento político do partido no Maranhão.

O União Brasil mantém proximidade com o grupo do governador Carlos Brandão, e a decisão de Mulato foi interpretada como um gesto de desconsideração à condução estadual da legenda, especialmente ao presidente Pedro Lucas Fernandes. Para analistas políticos, o movimento revela falta de articulação e desconhecimento estratégico dentro do próprio partido.

Outro ponto que vem sendo criticado é a incoerência no discurso adotado por Mulato. Apesar de se apresentar como “homem do povo” e oriundo da favela, adversários apontam contradições entre essa narrativa e sua realidade atual, o que levanta dúvidas sobre a autenticidade do posicionamento político e aproxima a imagem de um discurso considerado oportunista.

A situação se torna ainda mais delicada ao lembrar que Mulato é visto como cria política do ex-prefeito Gil Cutrim, que integra a base do governo Brandão. Nesse contexto, a decisão de caminhar com um pré-candidato que hoje representa oposição direta ao grupo governista foi considerada precipitada e sem construção política sólida.

Nos bastidores, lideranças avaliam que o movimento pode isolar Mulato dentro do próprio campo político e enfraquecer futuras alianças. A falta de diálogo com a direção estadual do partido e com aliados históricos também foi apontada como erro estratégico, ampliando o desgaste.

Com essa postura, Mulato passa a enfrentar questionamentos sobre coerência, lealdade política e capacidade de articulação. O episódio evidencia um cenário de tensão e reforça a percepção de que decisões tomadas sem planejamento podem comprometer a credibilidade e a força de um projeto político em São José de Ribamar.

Semana de definições: atenções estão voltadas para os palácios dos Leões e La Ravardiere


A semana promete forte movimentação nos bastidores da política local, com todas as atenções voltadas para o governador Carlos Brandão (sem partido) e para o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD). O primeiro já teria tomada posição de permanecer até o final do mandato para tentar fazer seu sucessor o sobrinho Orleans Brandão (MDB), mas corre o risco de ser afastado do cargos e ter que entregar o comando do estado para o vice-governador Felipe Camarão (PT).

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator do processo que pede o afastamento de Brandão por suposta desobediência a decisões judiciais, aguarda parecer da Procuradoria Geral da República sobre pedido de afastamento de Brandão para tomar sua decisão. O clima é de expectativa, pois dependendo do que for decidido poderá mudar radicalmente o cenário sucessório. A defesa do governador nega que ele tenha descumprido determinação do STF sobre nepotismo.

Aliados de Carlos Brandão acreditam que o STF não dispõe de elementos para afastá-lo do mandato e afirmam nos bastidores que ele ficará no cargo para comandar a campanha de Orleans, mas seus adversários estão esperançosos sobre a possibilidade do afastamento e torcem para vê-lo longe do comando do estado e a consequente ascensão de Felipe Camarão. A destino de Brandão está nas mãos de Alexandre de Moraes, amigo do ex-governador, ministro do STF e hoje adversário, Flávio Dino.

Enquanto o governador enfrenta problemas com a justiça e aguarda com expectativa o resultado da manifestação da PGR sobre seu pedido de afastamento solicitado pelo PCdoB, o prefeito Eduardo Braide acelerou o ritmo de entregas em São Luís, com inauguração de creches, unidades de saúde e obras viárias, principalmente em bairros da periferia e movimentos na prefeitura indicam que ele começa esvaziar as gavetas para entregar o comanda da capital para a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD).

Braide tem até o dia 4 de abril para decidir se concorrerá ou não ao governo do estado. O prazo está esgotando, esta semana, portanto, será definitiva para ele se manifestar, pois até o momento, apesar de liderar todas as pesquisas, mantém silêncio sobre seu futuro político; seus movimentos nos últimos dias, no entanto, indiquem que será candidato.

Sábado de Aleluia, tudo indica, o Maranhão deverá ter uma avaliação mais real sobre o cenário para as eleições de outubro, com o provável fico de Brandão e o adeus de Braide à gestão municipal.